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Presidente do PT maranhense não queria apoio a Edinho Lobão

monteiroMesmo humilhado pelo clã Sarney e relegado ao terceiro escalão do governo Roseana, o PT maranhense decidiu ontem pela manutenção da aliança com o PMDB no estado, contrariando o desejo pessoal da presidente Dilma Rousseff e a orientação do presidente nacional do partido, Rui Falcão, favorável ao lançamento de candidatura própria para a sucessão estadual.

A decisão, no entanto, não foi unanimidade nem dentro do grupo ligado a ex-vice-governador Washington Luiz, que foi arrancado do cargo para facilitar a vida de Roseana Sarney.

O próprio presidente estadual do partido, Raimundo Monteiro, sacudiu nas últimas semanas entre as teses de candidatura própria e de apoio ao pré-candidato da oposição, Flávio Dino (PCdoB), mas sucumbiu diante da possibilidade de enfrentar a fúria e as chantagens do senador José Sarney (PMDB).

Considerado ficha suja pelo Tribunal de Contas da União pelo menos até 2018, Raimundo Monteiro, em um momento atípico de coragem, chegou a se colocar na disputa pelo Senado Federal, em uma chapa encabeçada pelo secretário do partido, Genilson Alves, que concorreria como candidato a governador. Porém, a audácia do dirigente petista não resistiu às primeiras pressões da oligarquia.

Monteiro treme só de sonhar com a reabertura das investigações que o colocam como um dos cabeças de um esquema desarticulado pela Polícia Federal na Operação Donatário, por isso teve que homologar, ainda que constrangido, o apoio do PT maranhense a pré-candidatura de Edinho Lobão.

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