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O sururu sarneysista e a saudade das lagostas

charge24Os jornalistas e blogueiros que agem sob as determinações do senador Sarney devem estar extenuados ao fim do “feriadão”. Sem respeitar sequer os dias santos, eles passaram cinco dias obsessivamente espalhando boatos sobre o campo da oposição.

Os escribas do grupo Sarney – apesar dos seus escassos talentos literários – lançaram-se ao mundo da ficção para tentar esconder a realidade, a dura realidade. Enquanto o Patriarca, vivendo seu Outono, batalha no Amapá em busca de uma “boquinha”, o grupo se desintegra no Maranhão. Achando mesmo que o Estado é, na verdade, uma capitania hereditária, depois da princesa Roseana Sarney o grupo vai tentar emplacar o príncipe Edinho, como se o destino do povo maranhense se resolvesse em testamentos de pais para filhos.

Quando se fala em senador, o grupo vive situação ainda pior. Gastão Vieira na verdade não quer ser candidato, pois teme ficar sem mandato. E Arnaldo Melo quer, mas Roseana não quer vê-lo pela frente, pois atribui a ele a derrota de sua candidatura ao senado e de Luís Fernando ao governo.

Para piorar o clima, trama-se um golpe contra os petistas que sonham com a vaga de vice-governador. Nos corredores palacianos e nos bastidores da família Lobão, o que mais se ouve é reclamação contra os membros do PT, vistos como inexpressivos e sem voto. O certo é que se a vaga ficar com o PT, o nome será escolhido pela família Lobão e pelo senador Sarney, não pelo próprio partido.

Ou seja, o prato principal servido nas refeições do grupo Sarney-Lobão continua o mesmo: sururu ao molho de confusão. Enquanto isso, Roseana conta os dias para voltar às lagostas e às mesas de Las Vegas.