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Caso Adidas é o segundo em dez dias que relaciona o Brasil ao turismo sexual

201402250320080000009494O presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Flávio Dino, disse hoje em coletiva à imprensa que o caso das camisetas da Adidas é o segundo de grandes proporções em menos de dez dias que relaciona o Brasil ao turismo sexual. O governo brasileiro pretende se reunir com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) e com os patrocinadores da Copa do Mundo para discutir o tema e montar uma estratégia de combate à exploração sexual. “Felizmente [no caso Adidas] prevaleceu o bom-senso e a empresa viu que era uma prática comercial totalmente lesiva no que se refere ao mercado brasileiro”, avaliou Dino.

Há cerca de 10 dias, o jornal Diário Catarinense veiculou um encarte turístico direcionado a estrangeiros com fotos de mulheres seminuas. A Embratur entrou em contato e manifestou-se contra a publicação e o jornal retratou-se. Em seguida, a Adidas lançou uma camiseta em edição especial da Copa do Mundo no Brasil com figuras que vinculam o Brasil ao turismo sexual.  Depois de notificação da Embratur, a empresa anunciou que vai tirar do mercado as camisetas.

Segundo Dino, do ponto de vista quantitativo a modalidade de turismo sexual não é expressivo. “Em 2013 os casos foram muito raros”, defendeu, acrescentando que a Embratur parte de denúncias. Em 2013 foi registrado apenas um caso, de uma agência de turismo americana que vendia pacotes para turismo sexual no Amazonas travestido de pacote de pesca. O presidente reconhece que há uma subnotificação de casos, mas há um trabalho do governo para combater essa associação.

“Queremos uma Copa acolhedora, cordial.  Sabemos que a maioria dos estrangeiros que nos visita tem um espirito de festa, que faz parte da cultura brasileira.  Mas isso não quer dizer que vale tudo”, defendeu Dino.

As informações são da Agência Brasil.