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Edinho revela debilidade física de Lobão e garante que Luís Fernando não passa de balão de ensaio

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Filho do atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o senador Edinho Lobão revelou que o pai pode não ser candidato à sucessão de Roseana Sarney em função dos seus inúmeros problemas de saúde.

Em entrevista exclusiva ao jornalista John Cutrim, ele fala sobre o estado crítico de saúde de Lobão, que foi vítima de AVC em outubro passado: “Quando cheguei ao hospital ele não conseguia falar nada, nenhuma palavra e não mexia o braço”.

De acordo com Edinho, o próprio Lobão reconhece que não tem condições para disputar mais uma eleição. “Meu pai vira para mim e diz: como é que vou ser candidato numa eleição onde eu vou precisar fazer quatro comícios por dia e sem potencia de voz, fraca rouca?”, confessa.

Sobre o ex-prefeito de Ribamar, Luís Fernando Silva, o senador é categórico ao afirmar que ele não passa de um balão de ensaio. “O Luís Fernando é menos conhecido, é justo que ele ande o interior, seja visto, coloque suas ideias e conquiste um espaço. Se em março meu pai disser que é candidato, acabou”, revela Edinho; que não satisfeito, faz questão de reiterar o que disse: “Se meu pai decidir ser candidato, automaticamente o Luís Fernando deixa de ser candidato e passa a ser um grande cabo eleitoral dele.”.

Veja os principais trechos da entrevista…

Blog do John Cutrim – Há a informação de que o Luís Fernando, secretário de Infraestrutura do Estado, já teria sido escolhido o candidato do atual grupo que comanda o governo do Estado para suceder a governadora Roseana Sarney. Isso teria sido decidido inclusive em uma reunião em dezembro do ano passado na Ilha de Curupu, com a presença do senador José Sarney, da própria Roseana e de outros membros da cúpula sarneisista. Na mesma data, o ministro Edison Lobão convalescia no hospital Albert Einstein, em São Paulo. O senhor não achou isso uma falta de respeito com o seu pai, aliado fiel do grupo Sarney? E realmente já está confirmado o nome do Luís Fernando?

Edinho Lobão – Vou dizer claramente o que aconteceu, olhando no seu olho para você saber que é absolutamente verdadeiro o que vou falar. Meu pai pela história política dele de sucesso, ele é quatro vezes senador, foi governador, duas vezes deputados e atual ministro. Ele tem exposição, experiência política suficiente, estrutura familiar robusta que habilite a ele ser candidato. O ministro Edison Lobão acabou de ser candidato, há dois anos ele teve mais de dois milhões de votos, foi campeoníssimo eleitoral no nosso estado apenas dois anos atrás. Isso mais do que a história dele o cacifa para ser o candidato natural. Pode aparecer pesquisa do Flávio, do Antônio, do João, do José, isso não faz a menor diferença. O Luís Fernando sempre votou na minha mãe (Nice Lobão, deputada federal) durante todo período que ele foi político, prefeito. Trabalhou conosco, foi secretário de estado no governo do meu pai junto comigo, eu conheço o Luís Fernando desde 1990, o que faz 23 anos, eu nunca tive nenhuma atitude do Luís Fernando seja direta ou indireta, na minha frente ou o que eu ouvi falar por trás, nenhuma atitude de deslealdade, ingratidão, ou podemos dizer assim de caráter menor. O que aconteceu foi que meu pai teve um problema de saúde, uma isquemia cerebral, ou seja, entupimento da veia no cérebro. Quando cheguei no hospital ele não conseguia falar nada, nenhuma palavra e não mexia o braço. Depois de 15 dias ele recuperou o movimento do braço, perfeito, o médico não acreditou, deu seis meses pro meu pai voltar a mexer. Aí meu pai vira para mim e diz: ‘como é que vou ser candidato numa eleição onde eu vou precisar fazer quatro comícios por dia e sem potencia de voz, fraca rouca’. Aí eu chamei o Luís Fernando e perguntei se ele desejava ser candidato, um cara extremamente competente tecnicamente, há um desejo da Roseana, uma boa vontade e eu falei oficialmente pela minha família dando autorização para o Luís Fernando se viabilizar. Não pode chegar em março e meu pai dizer que não é candidato e só lá o Luís Fernando dizer que quer ser candidato. Meu pai esteve com a Roseana e disse pra ela deixar o Luís Fernando se viabilizar. O meu pai disse a ela que é candidato, mas se não puder, achar que não tiver condições, o Luís Fernando vai estar construído e segue a campanha do grupo. Ou seja, estamos mais unidos que a oposição, é claro que há dentro do grupo movimentações, mas o grupo de uma forma geral é fechado.

JC – O senhor não acha que, como você acabou de falar, o fato de o ministro Edson Lobão ser mais conhecido, ter tido uma votação maior do que a governadora Roseana em 2010, não o coloca em condições melhores do que o Luís Fernando, que agora que começa ter uma penetração maior no estado?

EL – O Luís Fernando é menos conhecido, é justo que ele ande o interior, seja visto, coloque suas ideias e conquiste um espaço. Se em março meu pai disser que é candidato, acabou, o Luís Fernando tem caráter e personalidade suficiente para dizer que a vaga ao governo é do meu pai, tem mais história. Se meu pai disser que não é candidato, então pelo trabalho que o Luís Fernando já realizou na Prefeitura de São José de Ribamar, o trabalho que ele já realizou na Casa Civil, o trabalho que ele agora realiza na secretaria de Infraestrutura. Ninguém há de não votar no Luís Fernando por desconhecimento ou ignorância ou que ele não teve instrumentos para se viabilizar. Então ele vai ter o que dizer e as pessoas já irão conhecê-lo. O Flávio Dino já um candidato construído há várias eleições, ele já está posto candidato há muitos anos. O Flávio tem que mudar o discurso, não pode ser um discurso de ódio a família Sarney…

JC – Então a condicionante para o ministro Lobão ser candidato ao governo está relacionada apenas à voz. Se resolver isso, ele é candidato e o Luís Fernando automaticamente deixa de o ser? Isso lembra o ano de 1990, quando o preferido da família Sarney ao Palácio dos Leões era o hoje deputado federal Zequinha Sarney. Ele não conseguiu se viabilizar e recorrerem ao plano B, que foi o Lobão e acabou se tornando governador. Acha que essa mesma novela pode se repetir agora?

EL – Se meu pai decidir ser candidato, automaticamente o Luís Fernando deixa de ser candidato e passa a ser um grande cabo eleitoral dele e com certeza fazendo parte seja na chapa, seja no governo, eu digo que o Luís Fernando é peça fundamental. Isso é um acordo feito com a Roseana, com o Luís Fernando e todos. Existe esse acordo, formal, declarado, claro e que não desgosta ninguém, é um acordo bem acordado onde todas as partes estão felizes e tranquilas. Hoje a situação é essa: o Luís Fernando é pré-candidato e o Lobão pode ser pré-candidato, mas não é ainda.

Leia a entrevista na íntegra no Blog do John Cutrim