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Recordar é viver: o sorriso de R$ 26 mil de Paulinha Lobão

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Quem se arrisca a assistir o programa Algo Mais já deve ter se perguntado por que a mulher do senador Edinho Lobão, Paulinha Lobão, gosta tanto de arreganhar os dentes na televisão.

O programa exibido na TV Difusora serve como uma espécie de terapia para a nora do ministro de Minas e Energia Edison Lobão.

Nele a apresentadora canta, dança, rebola, sapateira, faz testemunhais, dá relatos de sua maravilhosa vida, entrevista subcelebridades maranhenses, recita lições de autoajuda, limpa o suor do rosto “ao vivaço” com papel higiênico, paga micos e, principalmente, fala o tempo todo do próprio sorriso.

A explicação para tanto exibicionismo oral pode estar na reportagem abaixo, publicada em 2009 pelo jornal O Estado de São Paulo:

Recorde e entenda:

Quase um ano depois do escândalo dos atos secretos, o Senado começa a retomar velhas práticas em 2010. Cerca de R$ 26 mil saíram dos cofres da Casa para tratamento odontológico da apresentadora de televisão Paula Lobão. Ela é mulher de Lobão Filho, que, na condição de suplente, ocupou por dois anos a vaga do pai no Senado.

A despesa de R$ 26 mil paga pelo Senado foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Lobão Filho despediu-se da cadeira de senador no dia 31 de março, quando o pai, Edison Lobão, saiu do Ministério de Minas Energia, onde ficou pouco mais de dois anos. Em abril, sua mulher, conhecida em São Luís como Paulinha Lobão, ficou uma semana no cargo de secretária da Mulher do governo de Roseana Sarney no Maranhão.

O gabinete de Edison Lobão no Senado foi procurado, mas nenhuma reposta foi dada. Paula Lobão disse que desistiria de usar o dinheiro do Senado após publicação da despesa no Diário Oficial. “Meu marido declinou de sua prerrogativa legal e assumirá, integralmente, as despesas relativas a esse processo, não tendo, portanto, sido utilizado nenhum recurso público nessa situação”, disse.

O pagamento das despesas médicas de senadores, ex-senadores e dependentes é regulamentado pelo Ato n.º 9, de 8 de junho de 1995. A norma prevê que o Senado deve arcar com todas as despesas dos senadores e dependentes. Estabelece até o pagamento de cirurgias e tratamento médico no exterior. Tudo tem de ser autorizado pela Mesa Diretora, que raramente nega pedido de gastos médicos. O limite anual de R$ 32 mil para ex-senadores é frequentemente ignorado.

Comantário

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