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Coluna do Sarney e a intriga das comadres

Na coluna do Zé Sarney – aquela que não sabe distinguir tráfego de tráfico – deste domingo, publicada no jornal O Estado do Maranhão, o pai da melhor governadora da minha vida resolveu apontar o dedo sujo para criticar a catastrófica gestão do compadre João Castelo a frente da Prefeitura de São Luis

No texto, Sarney afirma que o prefeito acumulou dinheiro para gastar agora na reeleição; chama o asfalto colocado pela prefeitura de “lama asfáltica”; critica o município pela omissão durante as negociações para o fim da greve dos rodoviários e retoca o caos na rede de ensino fundamental.

O presidente do Senado também aproveita para ironizar o fato do tucano ter nomeado José Reinaldo para a Segov: “a prioridade é a politicalha, com a nomeação de um prefeito alternativo, como chefe de gabinete, que, ao assumir, confessa que o prefeito primeiro não tem tempo para os problemas administrativos da cidade e está tão assoberbado que não pode nem sequer falar com os vereadores e políticos, portanto precisa de um prefeito segundo”, escreveu.

No fim, Sarney deixa claro que o seu maior desejo é tomar de assalto a prefeitura da capital. “É preciso unir Governo Federal, Governo do Estado, Prefeitura e comunidade para salvar São Luís do sufoco em que se encontra”, finalizou.

Leia:

Volto ao tema São Luís. É ele que deve dominar nossas preocupações, principalmente neste ano de eleições e dos 400 anos da cidade. Afinal, é preciso mudar a mentalidade que tem presidido as últimas administrações municipais de que a Prefeitura não é responsável por nada, a não ser guardar dinheiro para na véspera da eleição jogar uma lama asfáltica nos bairros e tentar fazer o mesmo nas vias principais da cidade. Sempre acompanha esta demagogia asfáltica o lema de que a “Prefeitura Está Trabalhando”. Asfalta-se na eleição, acaba o asfalto nas chuvas e no abandono dos anos seguintes. Há total falta de planejamento e de credibilidade do município na solução de qualquer problema.

Nada mais representativo dessa mentalidade do que o caos, a bagunça e o tratamento dado à greve nos coletivos, que mostrou a total impossibilidade das vias de aguentar tantos veículos, que estão saindo das garagens da casa para suprir a falta de ônibus, voltando às carroças, aumentando as motos, bicicletas, automóveis e vans, todos querendo fazer funcionar a vida da cidade. Mas o que acontece é aumentar o problema, colocar à mostra as deficiências para circulação na cidade. E o que se vê? Tudo parado, comércio sem vender, gente sem trabalhar e quilômetros de engarrafamento. E o que diz a Prefeitura? “Isso é problema de patrão e empregado”. Esquece ou finge esquecer que o Município é o responsável pelo transporte público, é ele quem dá concessões e quem as cassa, é ele que tem os instrumentos públicos de mediação, procurando que esse terremoto que vive a cidade acabe. Ainda mais, para piorar as coisas, as escolas municipais estão em greve e os alunos e professores já sabem que é caótico o ensino fundamental na cidade.

Enquanto isso, como se nada estivesse acontecendo, a prioridade é a politicalha, com a nomeação de um prefeito alternativo, como chefe de gabinete, que, ao assumir, confessa que o prefeito primeiro não tem tempo para os problemas administrativos da cidade e está tão assoberbado que não pode nem sequer falar com os vereadores e políticos, portanto precisa de um prefeito segundo.

Volto a insistir que é preciso não falar em oposição e governo, mas colocar os interesses da cidade acima dessa postura odienta e dicotômica. É preciso mudar essa visão anacrônica e atrasada de utilizar a política para esquecer os problemas do povo, no caso, da cidade.

Nós só sairemos desse atraso em que está mergulhada a cidade quando pudermos unir todos que desejam realmente pensar nos seus problemas, seu zoneamento, sua expansão, as melhorias de habilitação e saúde. Afinal, ninguém mora, como dizia Ulisses Guimarães, na União nem nos Estados, mas no seu município, com seus problemas diários. Para isso, é preciso unir Governo Federal, Governo do Estado, Prefeitura e comunidade para salvar São Luís do sufoco em que se encontra.

A greve dos coletivos não pode ser tratada sem a presença da Prefeitura, a responsabilidade é dela e dela é o bem-estar da cidade.

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